Encruza MirAMAR (2022)
Conceito e Inspirações
Segundo trabalho da artista, Encruza MirAMAR continua a narrativa de vivencias da autora, e vem, depois da morte e renascimento, assuntos tratados em Cárcere Do Carcará, falar sobre viver, agora usando o amor como bússola.
O projeto é inteiramente voltado às trocas e às relações, sejam naturais, espirituais ou sociais. O que a artista preza aqui é que todas estejam deslocadas da normalidade padronizadora, numa encruzilhada de sentidos contraditórios e ambíguos. “Agora ouso começar a navegar por águas desconhecidas, onde os paradigmas sociais são deixados em terra firme e o amor passa a ser a bússola que me levará de encontro às respostas que minha alma busca.”
“Redescobrir e redefinir o amor, foi o primeiro passo que eu dei nessa jornada em busca pelo conhecimento e auto-conhecimento. É sobre isso que eu quero falar nesse novo trabalho. O amor pelo nosso próprio corpo, que nos abriga e se move por aí; pelo outro, que podemos trocar e aprender tanto; pela terra, grande mãe. A conexão com o todo.” Assim Monica Casagrande define seu novo EP.
“Encruza MirAMAR”, com 5 faixas e produção assinada por Alexandre Elias, é lançado junto ao videoclipe de “Amar é a Revolução”. Gravado em Campo Redondo (Itamonte - MG), o clipe foi produzido por uma equipe 100% feminina e dirigido por Lívia Moura - que trabalha com mulheres locais, em uma cooperativa de lã (Cooperativa de Lã Mulheres Rurais da Montanha), com o objetivo de manter viva a tradição milenar da roca e do fiar a lã.”
Maiores influências para o disco: Elza Soares (Deus É Mulher) e Clara Nunes.
Músicas
ABRE CAMINHOS
Resgate ao amor proprio. Mergulhar pelo seu interior pode ser a viagem mais necessaria que voce precisa fazer
O universo do disco
Para trazer o universo do projeto a vida, a artista trabalhou com Livia Moura, artista plastica carioca, onde usaram a a lã como fio condutor: A ponte entre o mítico e o cotidiano, o sagrado e o profano, presentes na música
A produção de lã, sempre foi envolvida de mitos e fantasias - como as Brumas de Avalon, lembra Monica, representa as várias formas de amor nas cenas. O amor próprio, quando vemos as cenas do vestido vermelho, que foram filmadas com a cachoeira Fragaria ao fundo. O amor romântico e fluido, nas cenas com a lã. O amor com a terra e suas conexões, quando vemos a entidade da floresta, com aquele headpiece que se conecta com as raízes e os galhos de árvores”.
“Amar é a Revolução compila todos os sentimentos que quero transmitir no disco. É a universalidade do amor e seus muitos formatos. A força para mudar o mundo começa na gente, em escutar os chamados de nossa alma, nos conhecermos a fundo para podermos enxergar o próximo com olhos menos enviesados”.
Equipe
Alexandre Elias - Produtor
Reginaldo Vargas - Percussão
Jaque Borgatto - Make & Hair
Estela Paixão - Diretora vocal
Di Tateishi - Figurino
Lele - Produção
Renato Alves - Guitarra
Ana Rezende - Filmagem
Amanda Leite - Design
Carlos Gurgel - Guitarra
Livia Moura - Direção, roteiro, figurino e cenário