Cárcere do Carcará (2019)

 

Conceito e Inspirações

 

O poema O Touro Confessa-se, do sociólogo coimbrense Boaventura de Sousa Santos, foi um dos gatilhos para a criação do álbum. Sob leitura livre, o poema parodia a condição do animal que está sendo provocado e provado para o entretenimento dos espectadores.

Mas foi a contraposição de outro animal que veio dar título à obra, em uma alusão ao rapinante mais adaptável da fauna brasileira e uma tentativa simbólica de "alçar vôo" às composições de Casagrande.

Animais e as circunstâncias de restrição ou liberdade às quais estão frequentemente expostos são as bases para cinco faixas subsequentes de Cárcere do Carcará.

Ao mesclar a MPB e o jazz, o conjunto versa por temas ligados à morte, renascimento, e ocupa-se das inquietações dos movimentos feministas, motivos bastante pertinentes ao momento de tensão social pelo qual passa o Brasil.

A ideia de perda, divisões e imagens cindidas são, ironicamente, o que unifica todos os momentos deste trabalho musical.

Inspiraçoes para o disco: Otis Redding, Ella Fitzgerald e Marisa Monte.

 
 

Músicas

 

Segundo Ato Do Novo

é hedonista. Fala de mudanças de tempo, de um segundo ato. Enfrentar o novo é preciso, mas é bem melhor quando a gente enfrenta junto de quem amamos.

 

Cárcere do Carcará

É um lamento de alguém que clama por paz e não vê saída. Fica entre a saudade, introspecção e o próximo passo.

 

CABOCLO

A letra faz uma reflexão profunda sobre as lutas diárias em torno da questões de gênero, cor, raça e credo.

 

Moça do Vestido Molhado

Uma declaração de amor e um apelo de respeito e apoio a todas as moças desse Brasil e do mundo.

 

ENCALACRADA

Fala sobre a importancia do perdão. Do perdoar a quem te fere, e mais do que nunca, se perdoar.

 

O universo do disco

 
 
 

Cárcere do Carcará na visão e nos traços
da artista plástica
Stella Luz

 
 

Equipe

Eduardo Brecho - Produtor

Di Tateishi - Figurino

Rodrigo Saffuan - Composição

Arthur Bonfa - Produção artistica

Fabio Leandro - Rhodes e sints

Bruno Barbosa - Baixo

Parmi - Estudio e Mix

Uibira - Produção artistica

Renato Alves - Guitarra

Daniel de Paula - Bateria

Carlos Freitas - Masterização

Paulo Bueno - Fotografia e Design

Estela Paixão - Diretora vocal

Julia Bolliger - Co-produção e composição

Vini Blanco - Composição